segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

BAD GIRLS NO SECOND LIFE


No sexto DCS entrevista (13/12/2007), levamos Lucrecia Slade, avatar de Beth Abreu, que na Real Life trabalha de designer numa agência de promoções, embora sua especialidade esteja voltada para editoração de livros, jornais e revistas. Com essa formação, ela e Alyne Dagger, também designer, formaram a BG Magazine – uma das revistas virtuais do Second Life. http://www.spotbit.com - search: bg magazine.


DCS Entrevista: Por quê o nome Bad Girl Magazine?

Lucrecia Slade: Bom, esse é o início da piada, sempre fomos conhecidas pelo espírito crítico, Alyne e eu, e começamos a ser chamadas de bad girls. Fundamos um grupo com este nome, pára juntar os amigos; foi quando Alyne deu a idéia de termos uma revista, relatando justamente nossos pontos de vista e brincadeiras.


DCS Entrevista: Você é uma Bad Girl na Real Life ou apenas no Second Life?
Lucrecia Slade: Pode-se dizer que os mundos SL e RL se encontram intelectualmente... sempre tive um espírito muito observador e crítico - fora isso, não, não sou uma "bad girl".


DCS Entrevista: Lucrecia, avatar lê mesmo a revista? Comenta matéria? Como funciona essa relação do formato “magazine” no Second Life?
Lucrecia Slade: Bom, é uma contradição em termos, mas temos lidado bem com a dicotomia RL x SL. Começamos com uma publicação "acreta", pensando como se fosse uma publicação real, vimos que na verdade as pessoas liam sim, mas o formato deveria ser modificado para melhor leitura, e as pessoas que lêem geralmente acessam offline.


DCS Entrevista: Como vocês fazem para discutir pauta? Há reuniões virtuais para definir o que vai para a revista?
Lucrecia Slade: Estamos neste momento fechando a 5ª edição. A Alyne é a editora de conteúdo, ela dá o "tom da música" de cada edição. Eu criei a programação visual da publicação e sou responsável pelos perfis de empreendedores, reportagens de moda e coluna social. Ela faz a reportagem de capa, entrevista principal, e como ela também é escritora na RL faz textos comentando as peculiaridades do SL.


DCS Entrevista: Qual a periodicidade da revista?
Lucrecia Slade: A revista é mensal. Além de fazer a parte de zoação, que é nossa revista caras ao contrário, tentamos lançar sempre no meio de cada mês.


DCS Entrevista: Aqui, no DCS Entrevista, já trouxemos dois jornalistas e a pergunta se repete: Como você vê o jornalismo funcionando aqui dentro? Funciona?
Lucrecia Slade: Sim, funciona. Todo comportamento isento e ético deve prevalecer, bem como a exiatidão das informações. Nada é levado a conhecimento do público sem ser checado e confirmado - fotos só com consentimento dos avatares. Entrevistas são agendadas com antecedência e tudo o mais.

DCS Entrevista: Como comentarista de moda e estilo, você pensa que no Second Life, há a possibilidade de grandes marcas fazerem o teste de suas coleções aqui?
Lucrecia Slade: Sim e não. Trabalhei na RL por anos com moda e o trabalho encima das coleções é exaustivo; quando se pensa que o fashion rio ou a sp fashion week são o fim de um processo, se enganam (na verdade, são o meio de um processo). Então, o teste de coleções é bem-vindo, e é possível, mas é preciso várias coisas: 1) público especializado dentro do SL; 2) público interessado; 3) tecnologia - todos nós sabemos a dificuldade com lag num evento com mais de 30 pessoas.

LPviper Watanabe (platéia): Lu, defina "brega" no Second Life.
Lucrecia Slade: Brega é o que sai do equilíbrio. Cores em excesso, brilhos em excesso, tudo em excesso, a moda moderna pede uma silhueta mais clean, mais ecológica.

DCS Entrevista: Por quê você acha que no Second Life as pessoas procuram por roupas e um estilo que não adotam na Real Life?
Lucrecia Slade: Aqui é como a própria linden proclama: your world, your imagination. É ÓBVIO que a questão da aparência é importante, ainda mais na cultura brasileira, de culto ao corpo, mas pode-se dizer que é uma coisa mundial, todo mundo quer se sentir diferente, belo, à vontade, ou original, ou diferente, não importa.
Oscar Wilde tinha uma frase ótima: "Só os tolos não julgam pelas aparências."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

DJ Bexiga, mais de 250 mil cds vendidos e agora na Second Life também

DJ, produtor, radialista e artista multimídia, difícil de classificar o DJ Maurício Bexiga que agora também toca no Cais do Porto, da Ilha Brasil Porto Alegre, com seu avatar DJBEXIGABunkerpub Benazzi . Com passagens por rádios como a Cidade e a Atlântida, abrindo shows do Paralamas, Titãs e Double You, vendendo mais de 250 mil cds de sua primeira coletânea e trabalhando com Luciano Huck para campanha da Gradiente, o cara trouxe toda sua experiência para falar um pouco sobre como é ser DJ na Second Life.

DCS Entrevista: No Second Life: O que um DJ como você, que já teve uma coletânea vendendo mais de 250 mil cópias, pode aventurar-se a vender aqui no metaverso?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Assim como bandas independentes, os DJs também ja estão se preparando para isso aqui no SL, através de sites onde podem vender seu conteúdo.


DCS Entrevista: Você vê possibilidade de venda online no Second Life?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Eu vejo sim e muitas. Tem muita gente responsável no SL.
Exemplo: Hoje eu recebo muitos amigos perguntando como é ser DJ. Esse é o início (no Second Life), mas existem DJs profissionais que já estão se preparando para formar grupos onde possivelmente poderá se comprar CDs musicais aqui no SL.


DCS Entrevista: Você vê a possibilidade de uma banda ser montada dentro do Second Life, só existir aqui e estourar – como uma versão in-world do Gorilaz?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Pode acontecer sim, aqui quase tudo é possível.


DCS Entrevista: Como DJ Real Life, você consegue ter a mesma sensação de estar no pickup real, interagindo no Second Life?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Com certeza, eu transmito para os locais onde eu toco. Com alguns softwares de DJs e também aparelhos profissionais então é igual mesmo. Às vezes, transmito direto da casa noturna onde toco, principalmente finais de semana.


anaterra Babenco (da platéia): Qual é o seu diferencial, na sua visão, para ser um dos melhores djs do mundo real e virtual???

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Nem tanto, Ana, existem muitos DJs bons, mas aqui no SL existem adoradores de música que não são DJs na Real Life, mas que tem excelente repertório. E o repertório é que faz a diferença entre os DJs, principalmente aqui no SL - onde as pessoas escutam e seu avatar dança.


Netto Roux (da platéia): Como você difere seu público aqui no Second Life??? Por exemplo, estilo de músicas? Repertório?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Eu procuro tocar de tudo, aqui no SL vêm pessoas de diversas tribos e um DJ até pode fazer uma festa temática, mas se ele puder tentar agradar a todos, melhor. Nem tudo que baixamos na web se encaixa legal em uma festa, aí vai do gosto do DJ mesmo.


DCS Entrevista: E o formato das festas no Second Life, agrada, não falta aquele “Keep Cooler” real de vez em quando?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Eu e várias pessoas recebem convites de festas ou para inaugurar lojas ou marcas. Acho que está no início ainda. Muitos DJs da Real Life estão descobrindo o SL e isso vai ser bom.


DCS Entrevista: O Marlboro (DJ Marlboro, um dos criadores do funk carioca e parceiro do DJ Beixga durante dois anos) vem, tu achas?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Sim, o Marlboro é outro louco por tecnologia, ele já possui seu avatar. Talvez ele possa agradar o pessoal do funk, que é seu chão.


DCS Entrevista: Com programas que você apresentava como “Só se For Dance”, ‘Ferveção Coca-Cola” e “Ritmo da Noite”, você vê a possibilidade de introduzir esse tipo de projeto dentro do metaverso?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: Com certeza, daqui a pouco você poderá contratar não só um DJ, mas todo um conteúdo com informação e músicas, porque sabemos que no SL qualquer um pode ser DJ.


DCS Entrevista: Hoje você tem uma escola para DJs, a MixDJ, há uma possibilidade dela criar um braço dentro do Second Life, com cursos “in-world”?

DJBEXIGABunkerpub Benazzi: É um pouco complicado, pois você realmente precisa da prática para tocar na Real Life, fazer mixagens, etc. Aqui no SL, até poderíamos fazer mas seria muito texto e pouca prática. O vídeo poderia ser uma solução boa, mas acredito que mais no futuro. Um curso para se aprender a tocar mesmo, você precisa do contato com os aparelhos na Real Life, no SL é diferente e fácil de ensinar, aliás complicadinho, um pouco de configurar alguns itens, mas dá sim.