
No terceiro DCS Entrevista realizado no dia 9 de outubro, trouxemos a mestranda Mariana Gautério, da Faculdade de Comunicação da PUCRS. Oriunda de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, é também formada em publicidade pela mesma PUC.
Seu trabalho de Mestrado é possivelmente o primeiro no Brasil a estudar as comunidades virtuais no Second Life e, com certeza, o primeiro a estudar a Ilha Porto Alegre.
DCS Entrevista: Mariana, provavelmente essa é primeira dissertação de mestrado produzida no Brasil sobre comunidades virtuais no Second Life?
Mariana Gautério: Penso que sim. Já existem muitos trabalhos na área, mas em termos monográficos. Olha, existe uma monografia bem interessante desenvolvida por uma aluna da PUC, chamada Kessiane Franco. Ela trabalha sobre o interesse comercial das empresas neste mundo virtual, sobre a publicidade gerada aqui.
Mas o meu trabalho na verdade é sobre a formação de comunidades virtuais a partir das interações dentro da ilha de Porto Alegre. A diferença de analisar as interações, é que estou analisando o aspecto humano. Vou dar um exemplo: Não sei se todos compareceram no dia 20 de setembro na ilha de Porto Alegre, neste dia houve uma cavalgada pra comemorar a Semana Farroupilha, bem como houve na cidade de Porto Alegre. O que quero dizer é que as comunidades virtuais geradas aqui (no Second Life) tendem a seguir um exemplo das comunidades off-line.
DCS Entrevista: Você tem visto como o novo “boom” do Second Life: a proliferação de universidades? Você acha que tem campo para “aprendizado” dentro do Second Life?
Mariana Gautério: Acho que as próximas gerações estarão acostumadas, mas por enquanto acho cedo, a educação à distancia esta aí para provar isso: ela existe há bons anos e ainda não podemos dizer que rendeu muitos frutos. O professor e a sala de aula são necessários. Reconheço o potencial de todos os meios de comunicação à distancia, mas acho que a estrutura é precária, mas o Second Life esta aí pra provar que algo está mudando e vai mudar muito mais. Existe um francês Pierre Lévy, que diz que evoluiremos para uma web semântica, a web 3.0.
DCS Entrevista: Hoje ainda somos, na grande maioria, “peças acadêmicas de estudo” dentro do metaverso, quais os fatores que acabarão popularizando de vez o Second Life?
Mariana Gautério: Me interesso pelo Second Life desde que começaram a surgir rumores de que seria um meio diferente para as pessoas interagirem - e a maior prova disso é essa entrevista de hoje. As comunidades virtuais, segundo alguns autores, tendem a desenvolver-se pela associação de pessoas com interesses em comum.
Existem autores que falam que as comunidades são formadas por associações de interesses em comum desconsiderando o espaço físico, ou seja relação baseadas em uma desterritorialização, mas possuem uma abrangência territorial dentro da comunidade. Na verdade, acredito que a junção em um determinado local determina as relações, podendo criar comunidades.
DCS Entrevista: Como você vem percebendo o público brasileiro no Second Life? Tens uma idéia de perfil de público?
Mariana Gautério: Olha como ando circulando somente pela ilha de Porto Alegre não posso dizer-te com precisão, mas acredito que o público do Second Life seja mais velho que o do orkut, entre 22 a 35 anos.
Platéia (Caceta Balhaus): O interessante, Mari, é que eu vejo que muitos aqui querem ter sua vida separada da primeira... e não misturarem... o que você acha disto?
Mariana Gautério: Conheço pessoas que vivem aqui há dois anos e passam mais tempo aqui do que no mundo off-line, mas a questão não é subsituir, podemos conciliar as duas coisas. Todos nós temos várias máscaras e o avatar é apenas mais uma delas. São as personas que o filósofo Maffesoli fala. Podemos ser vários em um só
Aqui você pode ser igual ou diferente do mundo real, mas acho que quando estabelecemos ligações fortes tendemos a mostrar nossa personalidade real.
Seu trabalho de Mestrado é possivelmente o primeiro no Brasil a estudar as comunidades virtuais no Second Life e, com certeza, o primeiro a estudar a Ilha Porto Alegre.
DCS Entrevista: Mariana, provavelmente essa é primeira dissertação de mestrado produzida no Brasil sobre comunidades virtuais no Second Life?
Mariana Gautério: Penso que sim. Já existem muitos trabalhos na área, mas em termos monográficos. Olha, existe uma monografia bem interessante desenvolvida por uma aluna da PUC, chamada Kessiane Franco. Ela trabalha sobre o interesse comercial das empresas neste mundo virtual, sobre a publicidade gerada aqui.
Mas o meu trabalho na verdade é sobre a formação de comunidades virtuais a partir das interações dentro da ilha de Porto Alegre. A diferença de analisar as interações, é que estou analisando o aspecto humano. Vou dar um exemplo: Não sei se todos compareceram no dia 20 de setembro na ilha de Porto Alegre, neste dia houve uma cavalgada pra comemorar a Semana Farroupilha, bem como houve na cidade de Porto Alegre. O que quero dizer é que as comunidades virtuais geradas aqui (no Second Life) tendem a seguir um exemplo das comunidades off-line.
DCS Entrevista: Você tem visto como o novo “boom” do Second Life: a proliferação de universidades? Você acha que tem campo para “aprendizado” dentro do Second Life?
Mariana Gautério: Acho que as próximas gerações estarão acostumadas, mas por enquanto acho cedo, a educação à distancia esta aí para provar isso: ela existe há bons anos e ainda não podemos dizer que rendeu muitos frutos. O professor e a sala de aula são necessários. Reconheço o potencial de todos os meios de comunicação à distancia, mas acho que a estrutura é precária, mas o Second Life esta aí pra provar que algo está mudando e vai mudar muito mais. Existe um francês Pierre Lévy, que diz que evoluiremos para uma web semântica, a web 3.0.
DCS Entrevista: Hoje ainda somos, na grande maioria, “peças acadêmicas de estudo” dentro do metaverso, quais os fatores que acabarão popularizando de vez o Second Life?
Mariana Gautério: Me interesso pelo Second Life desde que começaram a surgir rumores de que seria um meio diferente para as pessoas interagirem - e a maior prova disso é essa entrevista de hoje. As comunidades virtuais, segundo alguns autores, tendem a desenvolver-se pela associação de pessoas com interesses em comum.
Existem autores que falam que as comunidades são formadas por associações de interesses em comum desconsiderando o espaço físico, ou seja relação baseadas em uma desterritorialização, mas possuem uma abrangência territorial dentro da comunidade. Na verdade, acredito que a junção em um determinado local determina as relações, podendo criar comunidades.
DCS Entrevista: Como você vem percebendo o público brasileiro no Second Life? Tens uma idéia de perfil de público?
Mariana Gautério: Olha como ando circulando somente pela ilha de Porto Alegre não posso dizer-te com precisão, mas acredito que o público do Second Life seja mais velho que o do orkut, entre 22 a 35 anos.
Platéia (Caceta Balhaus): O interessante, Mari, é que eu vejo que muitos aqui querem ter sua vida separada da primeira... e não misturarem... o que você acha disto?
Mariana Gautério: Conheço pessoas que vivem aqui há dois anos e passam mais tempo aqui do que no mundo off-line, mas a questão não é subsituir, podemos conciliar as duas coisas. Todos nós temos várias máscaras e o avatar é apenas mais uma delas. São as personas que o filósofo Maffesoli fala. Podemos ser vários em um só
Aqui você pode ser igual ou diferente do mundo real, mas acho que quando estabelecemos ligações fortes tendemos a mostrar nossa personalidade real.
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